Arborização Urbana

Planejamento da Arborização Urbana

A arborização urbana bem planejada é muito importante para qualquer município, pois quando esta é realizada, o município deixa de se preocupar em remediar as condições já existentes.

Planejar torna-se então uma forma mais eficiente, pois acarreta em pouca manutenção, diferentemente de uma arborização não planejada, que exige manutenção constante. Para um bom planejamento levam-se em conta as condições ambientais da cidade para um pleno desenvolvimento de cada tipo de espécie arbórea.

Escolha da espécie

Procura-se, em todo trabalho de arborização de ruas e avenidas, a diversificação das espécies como forma de evitar a monotonia e criar pontos de interesses diferentes dentro da malha urbana, bem como, evitar problemas de pragas e doenças. A diversificação das espécies, no entanto, não implica no plantio aleatório. Recomenda-se manter uma uniformidade dentro das quadras ou mesmo dentro das ruas e avenidas utilizando uma ou até mesmo duas espécies.

No momento da escolha da espécie que será utilizada, recomenda-se dar preferência a espécies que apresentam de médio a rápido desenvolvimento, que possuam os troncos e ramos resistentes, para evitar a queda na via pública, bem como, serem livres de espinhos e com bom efeito estético. As espécies escolhidas devem ser adaptadas ao clima da região. As flores devem ser de preferência de tamanhos pequenos, não exalando fortes odores.

As copas das árvores devem possuir tamanho e forma adequada, enquanto que o sistema radicular deve ser profundo, evitando-se, quando possível, o uso de árvores com sistema radicular superficial, que pode prejudicar as calçadas e as fundações dos prédios e muros.

É preferível o uso de espécies resistentes a pragas e doenças. Evita-se o uso de espécies que produzam frutos grandes. As espécies não podem conter princípios tóxicos ou de reações alérgicas.

Porte das árvores

Na arborização urbana classificam-se as árvores em pequeno, médio e grande porte, com a função de orientar o plantio nas calçadas para evitar conflitos com redes de fiação, edificações e com fluxo de pedestres e veículos.

Pequeno porte

São aquelas cuja altura na fase adulta atinge entre 05 e 06 metros e o raio de copa fica em torno de 04 a 05 metros. São espécies apropriadas para calçadas estreitas (menor que 2,5 m), com presença de fiação aérea e ausência de recuo predial.

Espécies indicadas:

Nome Popular

Nome científico

Família

Distribuição / Ocorrência

Murta

Murraya sp.

Rutaceae

Exótica

Ipê-de-jardim

Tecoma stans

Bignoniaceae

Exótica

Espirradeira

Nerium oleander

Apocynaceae

Exótica

Flamboyantzinho

Caesalpinia pulcherrima

Fabaceae

Exótica

Hibisco

Hibiscus rosa-sinensis

Malvaceae

 

Resedá anão

Lagerstroemia indica

Lythraceae

Exótica

Urucum

Bixa orellana

Bixaceae

Nativa

Chapéu-de-Napoleão

Thevetia peruviana

Apocynaceae

Exótica

Manacá-de-jardim

Brunfelsia uniflora

Solanaceae

 

Caroba

Jacaranda macrantha

Fabaceae

 

Mini-Manacá

Tibouchina mutabilis 'Nana'

Melastomataceae

Nativa

Suinã

Erytrina speciosa

Fabaceae

Nativa

Médio porte

São aquelas cuja altura na fase adulta atinge de 07 a 10 metros e o raio de copa varia em torno de 06 a 07 metros. São apropriadas para calçadas largas (maior que 2,5 m), ausência de fiação aérea e presença de recuo predial. Espécies indicadas:

Espécies indicadas:

Nome Popular

Nome científico

Família

Distribuição / Ocorrência

Cambuci

Campomanesia phaea

Myrtaceae

Nativa

Pata-de-vaca

Bauhinia variegata

Fabaceae

Nativa

Ipê-amarelo

Handroanthus chrysotrichus

Bignoniaceae

Nativa

Árvore-da-china

Koelreuteria bipinnata

Sapindaceae

Exótica

Resedá

Lagerstroemia speciosa

Myrtaceae

Exótica

Oiti

Licania tomentosa

Chrysobalanaceae

Nativa

Sabão-de-soldado

Sapindus saponária

Sapindaceae

Nativa

Ipê-branco

Tabebuia roseo-alba

Bignoniaceae

Nativa

Açoita-cavalo

Luehea candicans

Malvaceae

Nativa

Açoita-cavalo

Luehea grandiflora

Malvaceae

Nativa

Manacá

Tibouchina granulosa

Melastomataceae

Nativa

Aroeira-salsa

Schinus molle

Anacardiaceae

Nativa

Aroeira-pimenteira

Schinus terebinthifolius

Anacardiaceae

Nativa

Angico branco

Albizia niopoides

Fabaceae

Nativa

Caqueira

Senna multijuga

Fabaceae

Nativa

Grande porte

São aquelas cuja altura na fase adulta ultrapassa 12 metros de altura e o raio de copa é superior a 10 metros. Estas espécies não são apropriadas para plantio em calçadas.

Espécies indicadas:

Espécies desaconselháveis para vias e espaços públicos

É aquelas cuja estrutura física apresenta riscos á vida humana, ao ambiente e à saúde. Estas espécies apresentam:

Toxicidade;

Agentes alérgicos;

Baixa densidade da madeira, que pode acarretar em quebra fácil dos galhos ou outras partes da árvore;

Algumas espécies:

Nome Popular

Nome Cientifico

Família

Ocorrência

Motivo

Leiteiro-roxo

Euphorbia cotinifolia

Euphorbiaceae

Exótica

Toxicidade

Palmeira-fênix

Phoenix roebelenii 

Arecaceae

Exótica

Espinhos

Aroeira-brava

Lithraea brasiliensis

Anacardeaceae

Nativa

Nativa

Leucena

Leucaena leucocephala

Fabaceae

Exótica

Invasora

Chapéu-de-napoleão

Thevetia peruviana

Apocynaceae

Exótica

Invasora

Cordia-africana

Cordia abyssinica

Boraginaceae

Exótica

Invasora

Acácia-negra

Acacia mearnsi

Fabaceae

Exótica

Invasora

Pinheirinho

Pinus sp.

Pinaceae

Exótica

Invasora

Santa-bárbara

Melia azedarach

Meliaceae

Exótica

Invasora

 

Distâncias mínimas:

Ler 644 vezes
Avalie este item
(1 Votar)
SMMA - Apiaí


SMMA

Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Apiaí

(15) 3552-3945

Rua Joaquim Elisiário de Campos, nº 123, Jd. Aurora, Apiaí/SP

CEP. 18.320-000 


Deixe um comentário

Certifique-se de preencher os campos indicados com (*). Não é permitido código HTML.

Conselhos

Fale conosco

SMMA

Joaquim E. de Campos, 123 - Centro

Apiaí, SP - 18320-000

Fone: (15) 3552-3945

Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.