Seis municípios da região do Vale do Ribeira estão participando do “Município VerdeAzul”, um programa do Governo do Estado que consiste no desenvolvimento sustentável do território paulista. São eles: Apiaí, Barra do Chapéu, Itaoca, Itapirapuã Paulista, Guapiara e Ribeira. A apresentação do Município VerdeAzul aconteceu na manhã da última terça-feira (21), no Centro de Educação Ambiental (CEA) em Apiaí. A atividade foi ministrada pelo coordenador do programa, José Walter Figueiredo Silva que explicou para todos os representantes dos municípios os objetivos e benefícios do programa.

O Município VerdeAzul é visto como um estímulo às ações ambientais locais e tem como objetivo avaliar o desempenho dos municípios ano a ano, medindo e apoiando a eficiência da gestão ambiental municipal, regional e do estado. Dessa forma, o programa tende a estimular o poder público a planejar e executar ações que promovam a melhoria e qualidade ambiental, além da qualidade de vida.

Esse programa prevê além da geração de emprego e renda, um meio ambiente com resultado, visando o desenvolvimento sustentável sem degradar o meio ambiente. Após a palestra do coordenador, os representantes dos municípios foram divididos em grupos para analisar casos ambientais de diversos municípios do estado e, dessa forma criar um senso crítico e auxiliar no diagnóstico de cada município no futuro.

Assessoria de Imprensa

Originalmente, no período de descobrimento do país, a Mata Atlântica abrangia aproximadamente 1.296.446 km2, se estendendo por uma área hoje ocupada total ou parcialmente por 17 estados brasileiros. Atualmente, segundo dados do Probio/MMA (2007), são aproximadamente 27% de remanescentes de Mata Atlântica, em vários estágios de regeneração em todas as fisionomias: florestas, campos naturais, restingas, manguezais e outros tipos de vegetação nativa. Porém, de acordo com o último levantamento da Fundação SOS Mata Atlântica e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), de 2008, Restam 7,91 % de remanescentes florestais bem conservados, isso considerando fragmentos acima de 100 hectares; e somados os fragmentos de floresta nativa bem conservada acima de três hectares, temos 11% da área original. É uma das áreas mais ricas em biodiversidade e mais ameaçadas do planeta, Reconhecida como Reserva da Biosfera pela Unesco e como Patrimônio Nacional pela Constituição Federal de 1988. 

Aproximadamente 123 milhões de pessoas vivem na área da Mata Atlântica, em 3.410 municípios, o equivalente a 67% da população do País. Entre os elementos de pressão enfrentados por conta da ação humana tem-se a exploração predatória de madeira e espécies vegetais (como o pau-brasil), a agricultura (como o cultivo de cana-de-açúcar e café), a pecuária, as atividades de extração de minério e ouro, a industrialização, que vêm ocasionando poluição e expansão urbana desordenada.

Planejar o desenvolvimento municipal sustentável com vistas à mitigação desses elementos de pressão sobre biomas como a Mata Atlântica pressupõe a utilização de um conjunto de instrumentos (especialmente normas, planos, projetos e programas), de forma a orientar a melhor distribuição espacial da População e das atividades produtivas no território, otimizando o aproveitamento dos recursos humanos e econômicos disponíveis, conservando os recursos naturais existentes e recuperando parte do que foi degradado. É fundamental ao desenvolvimento sustentável dos municípios controlar os impactos territoriais (negativos) das atividades públicas e privadas sobre os recursos naturais, evitando a subutilização dos espaços já infraestruturados e a degradação urbana, e imprimindo maior eficiência às dinâmicas socioambientais de conservação do patrimônio ambiental do município. É importante, Também, que a gestão municipal promova a participação social, garantindo, nos processos de planejamento, o envolvimento de múltiplos atores e sua atuação, através de arranjos de cooperação e de parceria, na implementação do que foi planejado, de forma a assegurar a transformação da realidade local, na perspectiva do desenvolvimento sustentável. 

O Plano Municipal de Conservação e Recuperação da Mata Atlântica – ou simplesmente Plano Municipal da Mata Atlântica - deve partir dessas premissas e ser encarado como mais um instrumento de integração e de inclusão da variável ambiental ao sistema de planejamento municipal. Deve levar em  consideração outra importante condicionante para a efetiva gestão ambiental dos municípios: a articulação de instrumentos de planejamento territorial com vistas à promoção do desenvolvimento local, considerando o fortalecimento das vocações regionais, a inclusão produtiva e a conservação e proteção dos Recursos naturais.

A administração pública municipal de Apiaí buscou, em 2017, o IPT para os estudos e elaboração do PMMA municipal. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente será o braço de apoio que subsidiará, no que for necessário, os trabalhos para a conclusão do PMMA. O convênio foi assinado no final de junho e em breve os trabalhos terão início.

 

Art. 10 - Política Municipal estabelecida por esta Lei compete ao Poder Público promover:
I - a incorporação do conceito de desenvolvimento sustentável no planejamento
e execução das políticas públicas municipais;
II - a educação em todos os níveis de ensino;
III - a conscientização da população quanto à importância da valorização do meio ambiente, da paisagem e recursos naturais e arquitetônicos da cidade, com especial foco nas lideranças locais e em especialistas com capacidade de multiplicação;
IV - o engajamento da sociedade na conservação, recuperação, uso e melhoria do meio ambiente, inclusive com utilização de meios de difusão em massa; e
V - meios de integração das ações em prol da educação ambiental realizadas pelo Poder Público, pela sociedade civil organizada e pelo setor empresarial.


Confira a Lei 071/2018.

FEIRA DE TROCA DE LIVROS - SMMA E PROGRAMA ESCOLA DA FAMÍLIA - 2018

Consumo colaborativo, também conhecido por economia colaborativa ou economia compartilhada, é um ecossistema sócio-econômico construído em torno do compartilhamento de recursos humanos, físicos e intelectuais. Essa prática comercial que possibilita o acesso a bens e serviços sem que haja necessariamente aquisição de um produto ou troca monetária entre as partes envolvidas neste processo.

A economia colaborativa inclui a criação, produção, distribuição, comércio e consumo compartilhado de produtos e serviços por diferentes indivíduos e organizações. Compartilhar, emprestar, alugar e trocar substituem o verbo comprar no consumo colaborativo.

A ideia existente por trás do consumo colaborativo vai ao encontro das principais questões e tendências deste início de século XXI: novas configurações sociais decorrentes do advento da internet e do relacionamento em rede; preocupação com o meio ambiente e valorização de hábitos mais sustentáveis; recentes crises econômicas de impacto global.

Com o desenvolvimento das novas tecnologias, a noção de posse perde sentido perante a oportunidade de acesso. Em um ambiente em constante mudança, onde informações e produtos se tornam obsoletos cada vez mais rápido, a antiga ideia de possuir algo não se mostra mais tão vantajosa. Ter acesso ao que se deseja apenas durante o tempo que for necessário é uma atitude mais dinâmica do que estabelecer compromissos e arcar com as responsabilidades a longo prazo que a posse acarreta. Esse tipo de consumo baseado no compartilhamento agrega valor à experiência em detrimento apenas do ter.

Ao buscar experiências e não somente objetos de compra, os consumidores estão mais voltados à satisfação de sua necessidade e ao real objetivo que uma troca comercial possui. No consumo colaborativo, a estrutura de oferta e demanda não é tão rígida e limitada como na compra tradicional: não há moeda fixa de escambo nem posse única ou total de um objeto. A prática comercial no consumo colaborativo é uma interação entre partes interessadas em ter acesso ao que o outro oferece. Toda esta configuração se mostra compatível com as relações que estabelecemos na internet, em uma comunicação que não é mais frontal, mas na qual ocorre produção de conteúdo de ambos os lados: todos são receptores e emissores ao mesmo tempo. Essa estrutura comunicativa da internet migrou para o mundo dos negócios na forma do consumo colaborativo: não há mais separação entre vendedor e comprador, mas uma relação mútua de escambo entre partes.


Abril é o mês do livro Infanto-Juvenil, esse ano a Prefeitura Municipal / SMMA e o Programa Escola da Família fecharam parceria para o evento da troca de livros e atividades relacionadas ao meio literário: Contação de história, intervenção artística, guarda-chuva literário, danças, apresentação teatral e recital, tivemos o papo com a escritora Elaine Velasco.

"A parceria entre a SMMA e Programa Escola da Família, veio para fortalecer um dos projetos do Programa que é o Projeto Comunidade Leitora, que tem por objetivo incentivar a leitura na comunidade, criando assim, uma rede colaborativa."

- Oziel de Pontes - Coordenador Regional do Programa Escola da Família DE Apiaí

O grupo de Desbravadores esteve presente demonstrando suas atividades, formas de acampar, vários tipos de nós, entre outras atividades.

Muitos livros foram trocados e houve sorteio de livros novos.

Agradecemos os Vice-Diretores responsáveis pelo Programa Escola da Família, Secretaria de Planejamento, a participação e colaboração de todos envolvidos.

 

 

Semana da Água - 2018


De onde vem a água que bebemos?

Essa foi a proposta de abordagem junto aos alunos da rede municipal de ensino.

Apiaí tem 2776 nascentes georreferênciadas, destas 131 são protegidas por lei. O Volume médio anual de água captada em milhões m³/ano é de 1.449.256, o volume médio anual consumido em milhões m³/ano é 983.675, o desperdício/perdas médio anual em milhões m³/ano é de 465.581.

Temos 5 de pontos de captação de água superficial outorgados e o nível de Atendimento, no abastecimento de água, é de 96,85 % dos imóveis.

No dia 21/03, alunos da Escola Elisa dos Santos visitaram a ETA - Jardim Paraíso, a visita com cunho de educação ambiental é parte das atividades propostas no trabalho de Educação Ambiental em Apiaí.

Os parceiros, nessa atividade são: Sabesp, Secretaria Municipal de Educação e Secretaria Municipal de Meio Ambiente.


 

Capacitação de Capão Bonito, 7 e 8 de março. Inúmeros municípios trabalhando em diretivas do VerdeAzul e da Fábrica de Educação Ambiental.

Esse trabalho só foi possível graças ao apoio do governador Geraldo Alckmin, do Secretário do Meio Ambiente Mauricio Brusadin e com a participação da equipe do Programa Município VerdeAzul, Coordenadoria de Educação Ambiental e Fundação Florestal.

 

Planejamento da Arborização Urbana

A arborização urbana bem planejada é muito importante para qualquer município, pois quando esta é realizada, o município deixa de se preocupar em remediar as condições já existentes.

Planejar torna-se então uma forma mais eficiente, pois acarreta em pouca manutenção, diferentemente de uma arborização não planejada, que exige manutenção constante. Para um bom planejamento levam-se em conta as condições ambientais da cidade para um pleno desenvolvimento de cada tipo de espécie arbórea.

Escolha da espécie

Procura-se, em todo trabalho de arborização de ruas e avenidas, a diversificação das espécies como forma de evitar a monotonia e criar pontos de interesses diferentes dentro da malha urbana, bem como, evitar problemas de pragas e doenças. A diversificação das espécies, no entanto, não implica no plantio aleatório. Recomenda-se manter uma uniformidade dentro das quadras ou mesmo dentro das ruas e avenidas utilizando uma ou até mesmo duas espécies.

No momento da escolha da espécie que será utilizada, recomenda-se dar preferência a espécies que apresentam de médio a rápido desenvolvimento, que possuam os troncos e ramos resistentes, para evitar a queda na via pública, bem como, serem livres de espinhos e com bom efeito estético. As espécies escolhidas devem ser adaptadas ao clima da região. As flores devem ser de preferência de tamanhos pequenos, não exalando fortes odores.

As copas das árvores devem possuir tamanho e forma adequada, enquanto que o sistema radicular deve ser profundo, evitando-se, quando possível, o uso de árvores com sistema radicular superficial, que pode prejudicar as calçadas e as fundações dos prédios e muros.

É preferível o uso de espécies resistentes a pragas e doenças. Evita-se o uso de espécies que produzam frutos grandes. As espécies não podem conter princípios tóxicos ou de reações alérgicas.

Porte das árvores

Na arborização urbana classificam-se as árvores em pequeno, médio e grande porte, com a função de orientar o plantio nas calçadas para evitar conflitos com redes de fiação, edificações e com fluxo de pedestres e veículos.

Pequeno porte

São aquelas cuja altura na fase adulta atinge entre 05 e 06 metros e o raio de copa fica em torno de 04 a 05 metros. São espécies apropriadas para calçadas estreitas (menor que 2,5 m), com presença de fiação aérea e ausência de recuo predial.

Espécies indicadas:

Nome Popular

Nome científico

Família

Distribuição / Ocorrência

Murta

Murraya sp.

Rutaceae

Exótica

Ipê-de-jardim

Tecoma stans

Bignoniaceae

Exótica

Espirradeira

Nerium oleander

Apocynaceae

Exótica

Flamboyantzinho

Caesalpinia pulcherrima

Fabaceae

Exótica

Hibisco

Hibiscus rosa-sinensis

Malvaceae

 

Resedá anão

Lagerstroemia indica

Lythraceae

Exótica

Urucum

Bixa orellana

Bixaceae

Nativa

Chapéu-de-Napoleão

Thevetia peruviana

Apocynaceae

Exótica

Manacá-de-jardim

Brunfelsia uniflora

Solanaceae

 

Caroba

Jacaranda macrantha

Fabaceae

 

Mini-Manacá

Tibouchina mutabilis 'Nana'

Melastomataceae

Nativa

Suinã

Erytrina speciosa

Fabaceae

Nativa

Médio porte

São aquelas cuja altura na fase adulta atinge de 07 a 10 metros e o raio de copa varia em torno de 06 a 07 metros. São apropriadas para calçadas largas (maior que 2,5 m), ausência de fiação aérea e presença de recuo predial. Espécies indicadas:

Espécies indicadas:

Nome Popular

Nome científico

Família

Distribuição / Ocorrência

Cambuci

Campomanesia phaea

Myrtaceae

Nativa

Pata-de-vaca

Bauhinia variegata

Fabaceae

Nativa

Ipê-amarelo

Handroanthus chrysotrichus

Bignoniaceae

Nativa

Árvore-da-china

Koelreuteria bipinnata

Sapindaceae

Exótica

Resedá

Lagerstroemia speciosa

Myrtaceae

Exótica

Oiti

Licania tomentosa

Chrysobalanaceae

Nativa

Sabão-de-soldado

Sapindus saponária

Sapindaceae

Nativa

Ipê-branco

Tabebuia roseo-alba

Bignoniaceae

Nativa

Açoita-cavalo

Luehea candicans

Malvaceae

Nativa

Açoita-cavalo

Luehea grandiflora

Malvaceae

Nativa

Manacá

Tibouchina granulosa

Melastomataceae

Nativa

Aroeira-salsa

Schinus molle

Anacardiaceae

Nativa

Aroeira-pimenteira

Schinus terebinthifolius

Anacardiaceae

Nativa

Angico branco

Albizia niopoides

Fabaceae

Nativa

Caqueira

Senna multijuga

Fabaceae

Nativa

Grande porte

São aquelas cuja altura na fase adulta ultrapassa 12 metros de altura e o raio de copa é superior a 10 metros. Estas espécies não são apropriadas para plantio em calçadas.

Espécies indicadas:

Espécies desaconselháveis para vias e espaços públicos

É aquelas cuja estrutura física apresenta riscos á vida humana, ao ambiente e à saúde. Estas espécies apresentam:

Toxicidade;

Agentes alérgicos;

Baixa densidade da madeira, que pode acarretar em quebra fácil dos galhos ou outras partes da árvore;

Algumas espécies:

Nome Popular

Nome Cientifico

Família

Ocorrência

Motivo

Leiteiro-roxo

Euphorbia cotinifolia

Euphorbiaceae

Exótica

Toxicidade

Palmeira-fênix

Phoenix roebelenii 

Arecaceae

Exótica

Espinhos

Aroeira-brava

Lithraea brasiliensis

Anacardeaceae

Nativa

Nativa

Leucena

Leucaena leucocephala

Fabaceae

Exótica

Invasora

Chapéu-de-napoleão

Thevetia peruviana

Apocynaceae

Exótica

Invasora

Cordia-africana

Cordia abyssinica

Boraginaceae

Exótica

Invasora

Acácia-negra

Acacia mearnsi

Fabaceae

Exótica

Invasora

Pinheirinho

Pinus sp.

Pinaceae

Exótica

Invasora

Santa-bárbara

Melia azedarach

Meliaceae

Exótica

Invasora

 

Distâncias mínimas:

Animais domésticos e o homem.

É difícil saber exatamente onde essa história começa. Domesticar um animal é adaptar, ensinar, treinar para o convívio direto com o ser humano.

Estudos dizem que os primeiros animais de estimação surgiram há mais de 30 mil anos atrás e um dos primeiros animais selvagens a ser domesticado pelo homem foi o cão. Ovelhas, bois e cavalos também seriam domesticados nessa época, quando o homem finalmente deixa de ser nômade e passa a viver em um mesmo local por muito tempo, dando os primeiros passos no sentido de tirar da terra seu alimento, o que veio a se tornar a agricultura.

Até então o homem se alimentava praticamente da caça e de frutos que encontrava durante as caçadas. Os animais grandes foram domesticados inicialmente por sua força bruta, como tração para o transporte entre as primeiras comunidades do planeta, onde o comércio dava seus primeiros passos nas feiras de troca. Nesse momento, quando o homem já descartava os restos das caça em um mesmo local, os lobos e raposas passariam a viver nas redondezas se alimentando principalmente desses restos. A distância entre os lobos e os humanos foi diminuindo a tal ponto que a convivência entre os dois passa a ser pacífica e o animal passa então a acompanhar o homem na hora de caçar. Estudos com DNA de fósseis  comprovam o parentesco distante entre cães e lobos. Teorias afirmam que isso aconteceu na Europa, mas outras contestam essa afirmação e sugerem que a origem seria no oriente médio.

No seu discurso, James A. Serpell, professor da Universidade da Pensilvânia, enfatizou que apesar de hoje em dia a presença de animais de estimação ser normal na maioria das nossas casas e a sua integração na vida familiar ser cada vez maior, é algo que teria sido inconcebível num passado relativamente recente. Serpell referiu, por exemplo, o que acontece nos EUA, onde, em 2005, se concluiu que 63% das famílias tinham pelo menos um animal de estimação e 45% mais do que um. No entanto, como se referiu, a relação entre seres humanos e animais de estimação nem sempre foi vista de forma tão positiva como o é na atualidade. Na verdade, esta relação passou por momentos difíceis, como aconteceu em Inglaterra há cerca de 500 anos.

A história da relação entre os humanos e os animais de estimação começa na aurora dos nossos tempos, quando descobrem que ambos podem beneficiar desta amizade. Ainda assim, é uma história com conflitos e falta de compreensão, como todas as relações. E houve momentos realmente difíceis, como nos séculos XVI e XVII, na Inglaterra.

Serpell referiu no seu discurso que naquela época, na Inglaterra, hoje famosa pelo seu amor pelos animais, os donos corriam o risco de serem acusados de bruxaria e até executados.
Como cita o historiador inglês Keith Thomas, nos julgamentos por bruxaria realizados na Inglaterra, alegava-se que a bruxa tinha um demônio ou espírito em forma animal como ajudante. Por essa razão, ter gatos, cães, ratos ou pássaros, os típicos animais de estimação da época, era em muitos casos considerado prova irrefutável para mandar à fogueira um grande número de pessoas acusadas de bruxaria. De facto, em 1604, Jaime I da Inglaterra aprovou uma lei que criminalizou oficialmente as atividades de pactuar, convidar, utilizar, alimentar ou recompensar um espírito em forma animal em qualquer circunstância.
Pior ainda, a posse destes animais era consideravelmente perigosa se a pessoa fosse pobre, idosa ou menosprezada pela sua comunidade… Nestes casos, havia uma grande probabilidade de se ser executado após uma acusação de bruxaria.

Assim era a vida na Inglaterra há quase 400 anos, mas também noutros locais, como se pode observar em algumas obras de arte, por exemplo. O artista alemão Hans Baldung Grien pintou, no século XV, um conciliábulo onde um gato aparece por detrás da bruxa. E num dos quadros de Goya com esta temática de bruxaria, vemos o diabo representado por um bode com dois gatos à sua frente… Estes são apenas dois exemplos que nos permitem ter uma ideia de como estes foram anos sombrios para os animais de estimação. Infelizmente, hoje em dia, em pleno século XXI, ainda são tomadas decisões muito questionáveis em relação a animais de estimação em alguns países..

Na China, desde a Revolução Cultural (1966-1976), o governo ordena periodicamente a execução em massa ou a eutanásia obrigatória de animais de estimação na cidade de Pequim.
A última foi em março de 2007. No âmbito da preparação para os Jogos Olímpicos, as autoridades de Pequim ordenaram que os donos levassem os animais de estimação a clínicas veterinárias para que fossem submetidos à eutanásia obrigatória. Esta medida visava prevenir a raiva, dada a afluência em massa de estrangeiros que inundariam a cidade durante os Jogos.
Serpell, no entanto, explicou que em execuções anteriores, como em 1982, os responsáveis políticos tinham referido que ter cães ou outros animais era um costume típico da sociedade capitalista que tinha de ser erradicado do país.

Do abandono

É de assustar os motivos alegados para o abandono de animais. São banais e sem sentido. Essa estatística é da Revista veterinária “Journal of Applied Animal Welfare Science” – Pesquisa feita nos EUA em 12 abrigos, envolvendo 1984 cães e 1286 gatos. As somas passam de 100% porque um cidadão sem consciência pode ter alegado mais de um motivo para abandonar seu animal (revista da Folha de 7 de janeiro de 2007).

 

Cães

 

Gatos

18,5% Suja a casa 37,7% Suja a casa
12,6% Destrutivo fora de casa 11,4% Destrutivo fora de casa
12,1% Agressivo com as pessoas 16,9% Agressivo com as pessoas
11,6% Tem o hábito de fugir de casa 8,0%  Não se adapta com outros animais
11,4%  Ativo demais 9,0%  Morde
10,9%  Requer muita atenção 6,9%  Requer muita atenção
10,7%  Late ou uiva muito 14,6% Destrutivo dentro de casa
9,7%  Morde 4,6%  Eutanásia por motivos de comportamento
20,0%  Destrutivo dentro da casa 6,9%  Não amistoso
9,0% Desobediente 4,6%  Ativo demais

 

Pratique a guarda responsável

  1. Mantenha em dia a Vacinação e vermifugação do seu animal de estimação;
  2. Cuide da higiene do seu bichinho;
  3. Proteja seu animal dos sol e da chuva. Abrigue-o em locais cobertos;
  4. Forneça uma alimentação saudável (dê preferência ao uso de rações);
  5. Leve seu cãozinho para passear regularmente;
  6. Não deixe seu animal circulando livremente pelas ruas, para não contrair doenças, não ser vítima de maus tratos, atropelamentos e acidentes;
  7. Castre seu animal, evite crias indesejadas e promova o bem estar do seu mascote;
  8. Adote animais em vez de comprar por impulso;
  9. Antes de adotar, conheça o temperamento e verifique o espaço para alojá-lo;
  10. Nunca abandone ou maltrate um animal. Atos de crueldade são crimes previstos na Lei 9.605/98.

 Contato do Centro de Zoonoses: (15) 99792-2115

 

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