Resíduos sólidos


 

 

  

Apresentação

O lixo, resíduo, escória, rejeito, sujeira, seja qual for o termo usado para denominá-lo não conseguirá representar sua presença, impacto na sociedade ao longo da história e sua ação coadjuvante nos grandes flagelos sofridos pela humanidade, entre esses podemos citar a pandemia de Peste Bubônica ou Peste Negra na Idade Média que dizimou 40% da população de toda a área mediterrânea por volta do ano 600 D.C, matando 5.000 pessoas por dia na fase inicial e meio século depois 25 a 100 milhões de pessoas. Esta peste foi causada por diversos fatores, entre eles a disposição irregular de esgoto e a falta de manejo adequado do lixo.

No Brasil o flagelo a ser mencionado é a cólera que surgiu, por aqui, em 1820 e matou até 1855 mais de 200 mil pessoas e ressurgiu na década de 1990 com 2.013 casos vitimando fatalmente 33 pessoas, nesse mesmo período 19 mil pessoas morreram em outros países.

Desde a década de 1980 o Brasil enfrenta também a dengue, doença transmitida pelo mosquito aedes aegypti, o descarte irregular de resíduos e o clima faz com que esse mosquito, de origem africana, consiga se reproduzir com facilidade no meio aquático oriundo de pneus, baldes ou qualquer outro resíduo contentor de água da chuva, são mais de trinta anos de luta e cada ano que passa os casos aumentam, novas áreas que antes não registravam casos passam a registrar, nos últimos anos há registros da febre chicungunha.

Não podemos deixar de mencionar o Acidente Radiológico de Goiânia ou Acidente com o Césio-137, causado pela falta do manejo adequado do resíduo radioativo no fim da década de 1980, esse acidente foi classificado como Nível 5: Acidentes com consequências de longo alcance na Escala Internacional de Acidentes Nucleares que vai de 0 a 7.

O ocorrido vitimou, com morte, inicialmente as quatro pessoas mais próximas ao dono do ferro-velho que recebeu o instrumento de radiologia e mais três na primeira década, a “Associação das Vítimas do Césio 137” aponta, até o ano de 2012:

  • 104 pessoas morreram nos anos seguintes pela contaminação, decorrente de câncer e outros problemas;
  • Cerca 1.600 tenham sido afetadas diretamente.

O acidente produziu 13.500 toneladas de lixo atômico, que necessitou ser acondicionado em 14 contêineres totalmente lacrados e apresentará risco pelos próximos 180 anos.

São exemplos de extrema relevância para refletir sobre a gestão adequada do resíduo e onde podemos chegar quando há ausência das ferramentas orientadoras para essa problemática.

São diversos os flagelos impostos ao homem quando o resíduo gerado não é tratado de forma eficiente, inteligente e ambientalmente correta.

 

PMGIRS

Frente à esse cenário, como uma bússola, o PMGIRS - Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, direciona o município de forma inteligente, eficientemente econômica e ambientalmente correta, no trato com os resíduos gerados no seu território.

O PMGIRS de Apiaí objetiva atender aos preceitos legais da Política Nacional de Resíduos Sólidos, Lei 12.305/2010, principalmente nas questões de não geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento dos resíduos e disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos.

Ferramenta de grande importância para diagnosticar, quantificar, qualificar, indicar as viabilidades econômicas e ambientais das atividades relacionadas ao trato do resíduo. Contempla a participação popular de forma atuante no controle social sendo esta corresponsável nas decisões e na geração de resíduo, mostrar soluções viáveis para o trato do resíduo, apontar metas de redução da geração, indicar mecanismos para a criação de fontes de negócios mediante a valorização dos diversos materiais descartados e passíveis de reutilização e reciclagem, listar áreas suscetíveis à disposição final, o monitoramento e fiscalização das ações e metas cumpridas ou não, indicar áreas contaminadas, soluções de caráter emergencial dos possíveis cenários infortuneis com planos de ação corretiva.


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